O que preciso entender sobre uma empresa antes de definir uma estratégia de marketing?
Antes de definir uma estratégia de marketing, eu preciso entender como a empresa ganha dinheiro, quem são os clientes mais interessantes, quais ofertas têm melhor margem, quais problemas o negócio resolve e onde existem gargalos entre a chegada de uma oportunidade e a venda. Também preciso analisar posicionamento, concorrência, capacidade operacional e os dados que a empresa já possui.
Só depois dessa leitura faz sentido escolher Google Ads, SEO, conteúdo, redes sociais ou qualquer outro canal. Sem esse diagnóstico, existe o risco de tentar resolver com marketing um problema que está na oferta, no atendimento, no comercial ou até na própria operação.
Por que eu não começaria escolhendo o canal?
Porque canal é uma consequência da estratégia, não o ponto de partida. Quando ainda não sabemos quem queremos atrair, o que queremos vender e qual resultado precisamos gerar, escolher um canal significa começar pela ferramenta antes de entender o problema.
Imagine uma empresa que diz precisar de mais clientes e decide imediatamente investir no Google. Se ela já recebe muitos pedidos de orçamento, mas quase nenhum vira venda, aumentar a quantidade de contatos pode apenas aumentar um desperdício que já existe.
Foi trabalhando com empresas que eu passei a olhar primeiro para essa conexão entre marketing e negócio. É também essa lógica que orienta a forma como estruturo uma consultoria de marketing na Ângulo: primeiro entender o cenário, depois decidir onde agir.
O que eu preciso entender sobre os clientes da empresa?
Eu preciso entender quem compra, por que compra e quais clientes realmente são interessantes para o negócio. Isso vai além de saber idade, profissão ou localização e se aproxima muito mais daquilo que influencia uma decisão de compra.
Uma empresa pode descobrir, por exemplo, que seus melhores clientes não são aqueles que compram o serviço mais divulgado. Talvez outro perfil compre com mais facilidade, permaneça mais tempo, gere menos custo operacional ou tenha uma margem melhor.
É aqui que Persona começa a cumprir uma função estratégica. Ela não deveria existir apenas para definir “quem é o público”, mas para ajudar a empresa a entender quais necessidades, comportamentos e decisões precisam orientar oferta e comunicação.
Por que preciso entender a proposta de valor antes da campanha?
Porque uma campanha consegue ampliar uma mensagem, mas não consegue corrigir uma proposta que a própria empresa ainda não sabe explicar. Se o cliente chega ao site e não entende por que deveria escolher aquela empresa em vez de três concorrentes, aumentar o tráfego dificilmente resolve o problema.
Para mim, proposta de valor significa entender qual problema a empresa resolve, para quem isso é relevante e por que alguém estaria disposto a pagar por essa solução. O Sebrae também relaciona proposta de valor, segmentos de clientes e canais dentro da construção do modelo de negócio.
Quanto mais clara essa resposta estiver, mais fácil fica construir uma mensagem que faça sentido para quem está do outro lado. Isso também evita uma comunicação genérica que tenta agradar todo mundo e termina não conversando profundamente com ninguém.
O que é marketing quando olhamos primeiro para o negócio?
Quando alguém me pergunta o que é marketing, eu não penso apenas em divulgação. Para mim, marketing é entender mercado, cliente, oferta e demanda para criar decisões que aproximem a empresa de oportunidades comercialmente interessantes.
Isso significa que marketing para empresas precisa conversar com faturamento, margem, capacidade de atendimento e processo comercial. Gerar cem contatos não necessariamente é melhor do que gerar vinte se os vinte tiverem mais perfil, comprarem melhor e representarem um resultado mais saudável para a empresa.
É justamente por isso que gosto de olhar o negócio antes dos relatórios de campanha. O número precisa fazer sentido dentro da realidade financeira e operacional da empresa.
Quais dados eu analisaria antes de definir uma estratégia?
Eu gostaria de entender de onde vêm os clientes, quais serviços vendem mais, quais possuem melhor margem e quantos contatos realmente se transformam em vendas. Também analisaria buscas, páginas acessadas, solicitações de orçamento e qualquer informação que ajude a enxergar o caminho entre interesse e receita.
Quando estamos avaliando demanda no Google, por exemplo, o Planejador de Palavras-chave do Google Ads pode ajudar a identificar termos pesquisados e estimativas relacionadas às buscas. A ferramenta não define a estratégia sozinha, mas fornece dados que ajudam a testar nossas hipóteses.
Se descobrimos uma procura relevante e existe intenção comercial, aí o Google Ads passa a entrar na conversa. É nesse contexto que faz sentido aprofundar a estratégia de Google Ads da Ângulo, conectando demanda, campanha, rastreamento e resultado comercial.
Como as metas do negócio influenciam a estratégia de marketing?
Antes de definir uma meta de campanha, eu quero saber o que a empresa precisa alcançar. Talvez ela queira ocupar uma capacidade ociosa, vender mais determinado serviço, aumentar faturamento ou reduzir a dependência de indicações.
Cada situação pode gerar uma estratégia diferente. Uma empresa que precisa vender mais um serviço específico não deveria necessariamente receber o mesmo plano de outra que precisa aumentar reconhecimento ou melhorar a qualidade dos contatos recebidos.
Por isso, gosto de transformar uma necessidade empresarial em uma pergunta de marketing. Em vez de “precisamos fazer Instagram?”, por exemplo, a discussão passa a ser “onde estão as pessoas com maior probabilidade de comprar aquilo que queremos vender?”.
Como saber se a empresa está pronta para investir em um canal?
Eu começaria verificando se existe clareza suficiente sobre cliente, oferta, capacidade, objetivo e processo comercial. Não é necessário ter tudo perfeitamente organizado, mas precisamos saber o suficiente para que o investimento não aconteça completamente no escuro.
Também faria uma pergunta simples: se amanhã chegassem 30% mais oportunidades, a empresa conseguiria atendê-las bem? Se o atendimento já está sobrecarregado ou muitos contatos estão se perdendo, talvez exista uma prioridade anterior ao aumento da aquisição.
Esse é um dos motivos pelos quais defendo negócios antes do marketing. Uma campanha pode gerar demanda, mas é o conjunto da empresa que transforma essa demanda em faturamento.
O que vem antes de canal, campanha ou conteúdo?
Vem o entendimento do negócio: cliente, oferta, proposta de valor, margem, metas, concorrência, capacidade operacional e dados. Depois disso, podemos decidir se a prioridade é Google Ads, SEO, conteúdo, site ou até uma mudança no processo comercial.
Quando entendemos o que é marketing dessa forma, a escolha dos canais deixa de ser uma lista de tendências e passa a responder a necessidades reais. E é isso que acredito que marketing para empresas deveria fazer: ajudar o empresário a colocar dinheiro, atenção e esforço onde existe maior possibilidade de retorno.
Na Ângulo, essa é a lógica que penso no meu trabalho: primeiro entender o negócio e construir o diagnóstico, depois recomendar os caminhos. Se essa abordagem faz sentido para sua empresa, você pode conhecer a forma de trabalho da Ângulo.
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